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4 de novembro de 2014

Quelóide



Na literatura e no cinema encontramos personagens dos mais variados tipos. Existem, claro, os mais comuns, como os heróis, os vilões, as mocinhas, os gênios, os brutos, os elegantes, os descolados, etc. Mas as personagens que mais ficam marcadas na nossa memória são aquelas que fogem dos padrões. E isso pode acontecer em diversas áreas. Como se esquecer, por exemplo, de um homem que suporta tiros e possui visão raio-X, como o super-homem? Ou, ainda, quem poderia se esquecer do mafioso que anda sempre com terno impecável? São muitos os exemplos.
O fato é que pequenos detalhes são suficientes para marcar nossa memória. Por isso é que – atualmente – percebe-se na área da estética uma busca para apagar cicatrizes. Sim, porque no cinema as cicatrizes até possuem um charme, sendo usadas para comprovar as dificuldades que um herói passou, por exemplo.

Mas na vida real, ninguém quer ser lembrado por uma cicatriz, principalmente quando ela é grande, em uma cor nada discreta e – ainda – em um local muito visível. Pesquisas feitas por uma instituição de ensino superior do Canadá indicaram que de cada 10 pessoas que possuem uma cicatriz, seis gostariam de fazer algum procedimento para retirá-la ou amenizá-la e 2 confessaram já ter sofrido problemas de auto-estima devido à presença da cicatriz.

Um dos piores tipos de cicatrizes são as quelóides. O nome pode não parecer familiar, mas com certeza você já viu uma cicatriz do tipo quelóide. Elas não são branquinhas e discretas, como a cicatriz que muitas pessoas carregam no braço em função da vacina que tomaram quando eram bebês. As quelóides são grandes e largas, de cores diferentes da pele, podendo ser muito rosadas ou até mesmo escuras.

Elas não oferecem risco à saúde, mas afetam, conforme já dissemos acima, a estética. Os quelóides são formadas por um processo incomum de cicatrização, que pode ocorrer depois de algum acidente ou – principalmente em cirurgias. Cientistas estudam que pessoas que costumam formar muita cicatriz desse tipo normalmente possuem uma predisposição genética. Outros estudos mostraram também que negros são mais acometidos por quelóides.

Quanto às regiões, fique atento: os quelóides atingem principalmente o rosto (quando ocorrem casos de má cicatrização decorrente da acne ou de piercings), ombros e orelhas. É importante, para que um ferimento não chegue ao estágio de quelóide, perceber o que acontece antes. Se o ferimento coçar muito e ficar vermelho, atenção. Consulte um médico dermatologista e ele irá recomendar a você uma pomada cicatrizante correta. Durante o período de recuperação de uma quelóide é muito importante que você evite ao máximo o sol. Proteja a área afetada com peças de roupa e – sempre – protetor solar.

Não retire as casquinhas que se formaram no ferimento. Para evitar que isso aconteça acidentalmente, proteja o ferimento com uma gaze que permita que o machucado respire.

Rafaela Salvato Dermatologia, Clínica de Dermatologia em Florianópolis SC. Quelóide


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